Percebi que tendo a escrever mais quando estou triste, chateada ou impotente em relação a alguma coisa. Geralmente quando minha paciência se esgota e as asas da indiferença já fazem sombra sob grande parte dos meus planos que eu decido ligar o computador ou pegar numa caneta para esvaziar tudo isso que fica acumulando dia após dia.
Às vezes me sinto fora de mim, como numa peça de teatro. Sempre achei interessante como os atores conseguem experimentar várias faces da vida sem ter que, necessariamente, vivê-las. Pode-se ser uma freira e no momento seguinte uma mulher infiel, um jogador de futebol, um empresário, um vilão, um protagonista, um indiano, árabe, católico, mercenário, comerciante, maquiavélico, intetligente, deficiente... Pode-se ser tudo sem culpa. Os atores não precisam prestar contas com a consciencia pela noite, pois aquilo é só um papel. É o autor da peça quem define a trajetória, a moral e a ética do personagem... ao ator cabe apenas representar. E é exatamente essa parte que sempre me causou um pouquinho de inveja.
No dia a dia cada um tem um pouquinho de ator... às vezes sorrimos quando queremos chorar, somos burgueses enquanto queremos ser poetas, cantamos e falamos quando o que realmente queremos é silenciar... E assim nos sufocamos. Esquecemo-nos frequentemente que também somos os autores de nossa "peça" e assim sendo, somos responsáveis pela ética, pela moral e pela trajetória de nossos personagens. Dessa forma não há como deixar os personagens de lado quando vamos dormir. Não há como nos desvincular das escolhas e resposabilidades de nossos papéis.
O peso é grande. E às vezes isso cansa...
terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Proibido perguntar
De repente refletir virou termo "clichê" na sociedade. Aquele que filosófa se vê obrigado a marginalizar seus pensamentos a fim de que possa se enquadrar na normalidade do mundo.
Acho engraçado quando pesquiso os pensamentos que me ocorrem.
Raríssimas vezes pude encontrar pensamentos totalmente originais. Alguém sempre esteve à frente.
Alguém já havia passado por isso, refletido sobre isso e deixado sua marca na história.
Aliás, isso não é revelador. Não é sinônimo de sucesso ou coerência, não é sinônimo de nada... Existem tantas besteiras registradas em tantos lugares que é praticamente impossível que nenhuma delas seja ao menos parecida ou adaptável à minha realidade atual.
Mas não é esse o ponto que me intriga.
O ponto que me intriga é que há mais de cem anos atrás, Oscar Wilde já havia chegado à essa conclusão.
Parafraseando aqui (nem sei se existe essa palavra em português - but I´ll give it a shot): " Para ser popular é indispensável ser medíocre".
A falta de reflexão cultua a mediocridade, a pausa da evolução.
O que acontece é que o homem frequentemente se esquece de ser homem.

A condição que difere os seres humanos dos animais é a inteligência. Não apenas a inteligência física, científica, como a inteligência moral, a inteligência filosófica e espiritual. O que diferencia o homem é sua busca pelo melhor, pela transformação, sua inquietude sincera pela descoberta e pelo novo.
Contudo, o homem tem se esquecido de ser homem e vive constantemente "inerte" em sua condição animalesca, perdido e absorto em seus próprios medos primitivos.
Então me pergunto o por quê... Qual é a razão de ainda insistirmos em mantermos nosso corpo e nossa alma em estágios tão primários. Por quê ainda deixamos que nossos grandes poetas, músicos, ídolos, continuem sendo, repetidamente, pessoas incompreendidas e solitárias? O que os diferencia de nós? O que os torna ídolos?
Perguntas. Tudo que tenho são as perguntas. Ainda que eu as responda, as respostas sempre são mais perguntas... E não me canso.
Prefiro acreditar que minha busca é legítima o suficiente para passar todos os obstáculos. Se esses ainda forem maiores que minhas idéias, que ao menos não sejam maiores que minha fé.
Assim como Sócrates, Jesus e tantos outros filósofos esquecidos há algum tempo, prefiro uma morte trágica ao abrir mão de acreditar que o destino do homem é fadado à felicidade.
Acho engraçado quando pesquiso os pensamentos que me ocorrem.
Raríssimas vezes pude encontrar pensamentos totalmente originais. Alguém sempre esteve à frente.
Alguém já havia passado por isso, refletido sobre isso e deixado sua marca na história.
Aliás, isso não é revelador. Não é sinônimo de sucesso ou coerência, não é sinônimo de nada... Existem tantas besteiras registradas em tantos lugares que é praticamente impossível que nenhuma delas seja ao menos parecida ou adaptável à minha realidade atual.
Mas não é esse o ponto que me intriga.
O ponto que me intriga é que há mais de cem anos atrás, Oscar Wilde já havia chegado à essa conclusão.
Parafraseando aqui (nem sei se existe essa palavra em português - but I´ll give it a shot): " Para ser popular é indispensável ser medíocre".
A falta de reflexão cultua a mediocridade, a pausa da evolução.
O que acontece é que o homem frequentemente se esquece de ser homem.

A condição que difere os seres humanos dos animais é a inteligência. Não apenas a inteligência física, científica, como a inteligência moral, a inteligência filosófica e espiritual. O que diferencia o homem é sua busca pelo melhor, pela transformação, sua inquietude sincera pela descoberta e pelo novo.
Contudo, o homem tem se esquecido de ser homem e vive constantemente "inerte" em sua condição animalesca, perdido e absorto em seus próprios medos primitivos.
Então me pergunto o por quê... Qual é a razão de ainda insistirmos em mantermos nosso corpo e nossa alma em estágios tão primários. Por quê ainda deixamos que nossos grandes poetas, músicos, ídolos, continuem sendo, repetidamente, pessoas incompreendidas e solitárias? O que os diferencia de nós? O que os torna ídolos?
Perguntas. Tudo que tenho são as perguntas. Ainda que eu as responda, as respostas sempre são mais perguntas... E não me canso.
Prefiro acreditar que minha busca é legítima o suficiente para passar todos os obstáculos. Se esses ainda forem maiores que minhas idéias, que ao menos não sejam maiores que minha fé.
Assim como Sócrates, Jesus e tantos outros filósofos esquecidos há algum tempo, prefiro uma morte trágica ao abrir mão de acreditar que o destino do homem é fadado à felicidade.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A busca pela consistência
Consistência, seguimento, sequência...
Talvez seja isso que me falte no momento. É que como já disse e escrevi inúmeras vezes, os pensamentos são difíceis de organizar.
Tenho todas essas idéias e planos, e vontades! Tudo isso que fica em minha mente, que não sei resumir mas que preciso extravasar.
De alguma forma, todos os sonhos se mesclam em expressões que não sei traduzir. Talvez me falte a ferramenta para fazê-lo. Por outro lado também, sei que somos o próprio instrumento da alma e seria, no mínimo injusto, não utilizarmos o potencial que nos é inerente.
Não me preocupo porém com os esteriótipos, não preciso me enquadrar em nada e sinceramente nunca fui fã de rótulos. Quero apenas expressar.
Expressar toda a ânsia que compõe minha alma. A alma humana, a raça humana.
Não busco convencer as pessoas a terem afinidade às minhas idéias. Não quero discípulos.
Quero apenas expressar...
Ou ao menos, reascender o fogo pela vida. Iluminar os pensamentos e motivar a reflexão.
Quero apenas expressar...
A potencialidade do corpo, da mente e todas as opções derivadas de nossas escolhas. As possibilidades são infinitas se não as limitarmos. E insistimos em fazer isso.
Não gosto de rótulos. E não gosto de estática. Assim, continuo com minhas várias dúvidas sobre a a escrita e sua finalidade. Não gosto da estática. Tudo muda, tudo transforma, tudo evolui. Este é o princípio da vida e a escrita mostra sua ambiguidade nesse contexto. Contudo, a escrita nunca se traduz nela mesma. Seria utopia acreditar que este texto proporcionará ao leitor o mesmo conteúdo que a mim proporciona. Todos fazemos parte desse jogo, de um contexto e de uma história. Ambos sabemos que houveram atentados nos EUA em 11 de setembro de 2001. Ambos sabemos que os conflitos no oriente médio parecem insolúveis, ambos sabemos o que aconteceu na revolução francesa e em todos os eventos locais que resultaram na história do mundo. A humanidade tem a mesma bagagem. Temos a mesma história.
Isso nos faz iguais em vários aspectos, somos compostos dos mesmos elementos.
Mas nada é estático, nada é igual e rotineiro. Temos sempre as possibilidades, as combinações. E isso nos torna únicos. Temos as opções de misturar nossos elementos comuns e torná-los inéditos. E eu amo a mistura. E eu amo a igualdade.
Podemos estar de um lado e, no segundo seguinte, mudar para o outro. E melhor, podemos ser o certo e o errado, o claro e o escuro, a fé e a descrença, tudo ao mesmo tempo se assim o desejarmos.
A vida é nossa tela e temos uma aquarela de possibilidades para criar da forma que quisermos.
Não sejamos ordinários. Sejamos ousados para criar a vida que aspiramos.
Talvez seja isso que me falte no momento. É que como já disse e escrevi inúmeras vezes, os pensamentos são difíceis de organizar.
Tenho todas essas idéias e planos, e vontades! Tudo isso que fica em minha mente, que não sei resumir mas que preciso extravasar.
De alguma forma, todos os sonhos se mesclam em expressões que não sei traduzir. Talvez me falte a ferramenta para fazê-lo. Por outro lado também, sei que somos o próprio instrumento da alma e seria, no mínimo injusto, não utilizarmos o potencial que nos é inerente.
Não me preocupo porém com os esteriótipos, não preciso me enquadrar em nada e sinceramente nunca fui fã de rótulos. Quero apenas expressar.
Expressar toda a ânsia que compõe minha alma. A alma humana, a raça humana.
Não busco convencer as pessoas a terem afinidade às minhas idéias. Não quero discípulos.
Quero apenas expressar...
Ou ao menos, reascender o fogo pela vida. Iluminar os pensamentos e motivar a reflexão.
Quero apenas expressar...
A potencialidade do corpo, da mente e todas as opções derivadas de nossas escolhas. As possibilidades são infinitas se não as limitarmos. E insistimos em fazer isso.
Não gosto de rótulos. E não gosto de estática. Assim, continuo com minhas várias dúvidas sobre a a escrita e sua finalidade. Não gosto da estática. Tudo muda, tudo transforma, tudo evolui. Este é o princípio da vida e a escrita mostra sua ambiguidade nesse contexto. Contudo, a escrita nunca se traduz nela mesma. Seria utopia acreditar que este texto proporcionará ao leitor o mesmo conteúdo que a mim proporciona. Todos fazemos parte desse jogo, de um contexto e de uma história. Ambos sabemos que houveram atentados nos EUA em 11 de setembro de 2001. Ambos sabemos que os conflitos no oriente médio parecem insolúveis, ambos sabemos o que aconteceu na revolução francesa e em todos os eventos locais que resultaram na história do mundo. A humanidade tem a mesma bagagem. Temos a mesma história.
Isso nos faz iguais em vários aspectos, somos compostos dos mesmos elementos.
Mas nada é estático, nada é igual e rotineiro. Temos sempre as possibilidades, as combinações. E isso nos torna únicos. Temos as opções de misturar nossos elementos comuns e torná-los inéditos. E eu amo a mistura. E eu amo a igualdade.
Podemos estar de um lado e, no segundo seguinte, mudar para o outro. E melhor, podemos ser o certo e o errado, o claro e o escuro, a fé e a descrença, tudo ao mesmo tempo se assim o desejarmos.
A vida é nossa tela e temos uma aquarela de possibilidades para criar da forma que quisermos.
Não sejamos ordinários. Sejamos ousados para criar a vida que aspiramos.
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