terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aproveitando o AGORA

Distrações, preocupações, tempo, dinheiro, ansiedade, futuro, dúvida, confusão...
Tudo isso nos impede de olhar para frente e ver a coloração do por do sol, a brincadeira da luz entre os carros e a água, a calma do vento que atinge nosso rosto, o sorriso da criança que passa pela rua, a expressão do ciclista que completa seu caminho... Tanto acontece ao nosso redor enquanto estamos imersos tentando achar soluções para problemas que não existem.
Tudo que temos é o AGORA. O passado é um agora que deixou de existir e o futuro é um "Agora" que ainda virá... do qual não temos certeza nenhuma se virá mesmo. Perdemos tanto do nosso "Agora" emocionando o "agora" que passou ou imaginando o "agora" que ainda não chegou... Por que não estamos acostumados em usar o "agora" que temos em nossas mãos? Por que não reparamos na dor da menina que serve o café ou na alegria do ajudante que limpa o banheiro? Por que não estamos acostumados a enxergar a beleza que nasce do caos, a música silenciosa que nos envolve a alma em momentos tão especiais? Por que não usamos o que temos para nos trazer felicidade? Perdemos tanto da vida ficando chateados com o que nos falta, enquanto temos muito. Temos a vida e todas as oportunidades que derivam da nossa ótica. Para que insistir em olhar o negativo do mundo? Para que insistir em deixar nosso "Agora" contaminado de tristeza, de desanimo?
Apenas respire fundo. Seja o melhor que puder ser no único tempo que o homem possui, tão providencialmente chamado de PRESENTE.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sem passado, Sem futuro.

Sempre tomei muito cuidado para que meus pensamentos não virassem clichês, minhas histórias definições e este blog uma espécie de diário.
É uma estranha responsabilidade a de escrever... Por um lado a interpretação de quem lê é essencial e a riqueza que isso traz é fantástica. Por outro lado, tudo pode tomar um rumo totalmente diferente da intenção do escritor...Mas tenho que admitir que esta é uma das poucas coisas sobre as quais não pretendo ter controle nenhum na vida.



Hoje me peguei pensando em indecisão. Fiquei me questionando por que temos que ter certeza de tantas coisas, por que temos que tomar tantas decisões que são muitas vezes tidas como definitivas... O mundo tem mania de julgamento e as definições auxiliam a criar esteriótipos, perfis, modelos positivos ou negativos sobre os quais todos insistem em opinar.
Não quero parecer ser contra ao direito do homem de opinar.
Mas por um lado eu acho tão contrário à evolução nos apegarmos a coisas tão transitórias, julgamentos e brigas infindáveis de egos. Tudo que o passado do planeta nos mostra é o quanto temos mudado, transformado... e principalmente, como nada é pra sempre (exceto a evolução).
A vida nos disponibiliza ferramentas para a evolução social e moral tais como o trabalho, o casamento, as amizades, a família e em algum momento acabamos nos tornando reféns delas...
E a partir do momento que começamos a agir como refens inconscientes dessas ferramentas geralmente nos vemos nostálgicos, infelizes e frustrados sem entendermos a razão.
A vida é muito preciosa para nos apegarmos a tão pouco ou nos deixarmos levar pela correnteza da vaidade, da futilidade e da ignorância. O homem é o único ser no planeta que possui a ferramenta da razão e do pensamento e é o único suficientemente burro para deixá-las de lado. A razão, a consciencia de si mesmo e de suas reais necessidades é a chave libertadora para a prisão que insistimos em nos voluntariar. Opiniões, conceitos, definições são válidas. Mas são burras e desnecessárias quando se tornam verdades absolutas e imutáveis. São contrárias às leis do progresso.
São contrárias à natureza do homem. E por estes e muitos outros motivos, resultam de maneira contrária à felicidade destinada ao homem, causando-o sofrimentos insuportáveis.