Sempre tomei muito cuidado para que meus pensamentos não virassem clichês, minhas histórias definições e este blog uma espécie de diário.
É uma estranha responsabilidade a de escrever... Por um lado a interpretação de quem lê é essencial e a riqueza que isso traz é fantástica. Por outro lado, tudo pode tomar um rumo totalmente diferente da intenção do escritor...Mas tenho que admitir que esta é uma das poucas coisas sobre as quais não pretendo ter controle nenhum na vida.
Hoje me peguei pensando em indecisão. Fiquei me questionando por que temos que ter certeza de tantas coisas, por que temos que tomar tantas decisões que são muitas vezes tidas como definitivas... O mundo tem mania de julgamento e as definições auxiliam a criar esteriótipos, perfis, modelos positivos ou negativos sobre os quais todos insistem em opinar.
Não quero parecer ser contra ao direito do homem de opinar.
Mas por um lado eu acho tão contrário à evolução nos apegarmos a coisas tão transitórias, julgamentos e brigas infindáveis de egos. Tudo que o passado do planeta nos mostra é o quanto temos mudado, transformado... e principalmente, como nada é pra sempre (exceto a evolução).
A vida nos disponibiliza ferramentas para a evolução social e moral tais como o trabalho, o casamento, as amizades, a família e em algum momento acabamos nos tornando reféns delas...
E a partir do momento que começamos a agir como refens inconscientes dessas ferramentas geralmente nos vemos nostálgicos, infelizes e frustrados sem entendermos a razão.
A vida é muito preciosa para nos apegarmos a tão pouco ou nos deixarmos levar pela correnteza da vaidade, da futilidade e da ignorância. O homem é o único ser no planeta que possui a ferramenta da razão e do pensamento e é o único suficientemente burro para deixá-las de lado. A razão, a consciencia de si mesmo e de suas reais necessidades é a chave libertadora para a prisão que insistimos em nos voluntariar. Opiniões, conceitos, definições são válidas. Mas são burras e desnecessárias quando se tornam verdades absolutas e imutáveis. São contrárias às leis do progresso.
São contrárias à natureza do homem. E por estes e muitos outros motivos, resultam de maneira contrária à felicidade destinada ao homem, causando-o sofrimentos insuportáveis.

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